Tela do app Zé Delivery em smartphone ao lado de marmita e bebidas sobre mesa

Já faz algum tempo que ouço sobre o crescimento acelerado dos aplicativos de entrega no Brasil. Mas, agora, quem me surpreendeu foi o Zé Delivery, aquele famoso app de bebidas da Ambev. Em 2025, a empresa começou a analisar de perto o setor de delivery de refeições de restaurantes, de olho em disputar espaço com nomes já consolidados nas capitais brasileiras. Olhando para o cenário atual e para as movimentações recentes, trago neste artigo uma análise direta sobre possíveis impactos, dúvidas e caminhos que podem se abrir.

Por que o Zé Delivery mira o setor de refeições?

Desde 2016, acompanho a evolução do Zé Delivery, criado pela Ambev como um projeto inovador. No fim de 2024, o app ostentava 5,6 milhões de usuários mensais ativos e contabilizava 66 milhões de pedidos, uma façanha que o coloca na liderança entre os aplicativos de bebidas e conveniência no Brasil.

Esse sucesso não passou despercebido. Ao enxergar oportunidades em outros segmentos, a equipe da Ambev avaliou diversas formas de atuar no delivery de refeições de restaurantes. Entre as possibilidades, estavam desde operações completas com frota própria, passando pelo fornecimento direto da plataforma para restaurantes entregarem por conta própria, até acordos e parcerias mais específicas.

Até agora, nenhuma decisão final foi tomada. O próprio Zé Delivery confirmou publicamente que segue estudando o setor de forma estratégica, avaliando as condições do mercado antes de escolher um caminho definitivo.

Marcas consolidadas podem transformar mercados inteiros quando ousam mudar de segmento.

Testes, parcerias e o receio de avançar rápido demais

Em 2025, o Zé Delivery promoveu um teste estratégico, iniciando em setembro uma parceria. Nessa fase, pedidos feitos pelo aplicativo de bebidas eram redirecionados, e a entrega ficava por conta da empresa parceira. A experiência, porém, durou pouco e foi encerrada abruptamente em dezembro do mesmo ano.

Minha impressão é que esse movimento ajudou a Ambev a entender melhor as dores e particularidades do delivery de refeições, um ambiente bem diferente do universo das bebidas, principalmente quando falamos de padrões de entrega, variedade de cardápio e demandas logísticas.

O cenário de 2025: investimentos e guerra de preços

O cenário traçado em 2025 se mostra desafiador e, ao mesmo tempo, cheio de potencial. A chegada de uma marca internacional, com o anúncio de investimento de R$ 5 bilhões até 2030, mexeu com o mercado de entregas de alimentação, que há anos era dominado praticamente por apenas um grande player. Não muito atrás, outra gigante chinesa decidiu retornar ao setor, planejando investir R$ 2 bilhões até junho de 2026.

Esse acirramento produziu dois efeitos claros, que observei em discussões do setor e relatórios divulgados:

  • Entrada de capital expressivo, com foco total em expansão rápida;
  • Uma guerra de preços que pressiona margens, ao mesmo tempo que aumenta o custo de aquisição de clientes.

Segundo fontes confiáveis, o Zé Delivery decidiu observar de fora, aguardando as movimentações das rivais. Seu objetivo: identificar a hora certa de entrar, possivelmente quando o mercado já tiver queimado parte dos recursos e a disputa se mostrar mais equilibrada.

Quando o Zé Delivery deve tomar a decisão?

De acordo com informações do setor e pronunciamentos da própria Ambev, a decisão definitiva sobre a entrada ou não no segmento de refeições só deve sair no terceiro trimestre de 2025, logo após a Copa do Mundo. Caso avance, a expectativa é que a presença do app no delivery de refeições seja concretizada entre o fim de 2026 e o começo de 2027.

Confesso que vejo coerência nessa postura cautelosa. Afinal, tratar de refeições envolve lidar com cardápios, processos de cozinha, controles de tempo e uma gestão ainda mais exigente. Isso explica porque soluções como a MultiKitchen vêm ganhando espaço, apoiando restaurantes e cozinhas que desejam operar com eficiência em ambientes de múltiplas marcas usando um modelo centralizado e econômico. Uma plataforma desse tipo pode ser valiosa para quem pensa em diversificar sem se perder no controle operacional.

Resposta oficial e os próximos passos

Quando questionei sobre rumores, a resposta oficial da empresa foi inequívoca: o Zé Delivery mantém sua posição como maior serviço de entrega de bebidas e conveniência do país, continuando a missão de entregas rápidas de bebidas geladas, snacks e "experiências completas", sem detalhar quais são exatamente essas experiências.

Ou seja, há um compromisso claro de seguir no segmento onde já é líder, sem descartar movimentos estratégicos para ampliar seu portfólio. O que se vê até agora é uma análise prudente, estudo detalhado das alternativas e disposição para esperar o momento mais oportuno.

O que muda para restaurantes, operadores e mercado?

Se a iniciativa se concretizar, será necessário repensar várias rotinas. Quem já trabalha com delivery de refeições sabe que a entrada de um novo player do porte do Zé Delivery pode trazer oportunidades e exigências diferentes, como:

  • Novos acordos com estabelecimentos e cozinhas parceiras;
  • Possibilidade de criação ou licenciamento de marcas para operar dentro do aplicativo;
  • Demandas mais altas por padronização e controle de qualidade;
  • Integração de sistemas e operações centralizadas, onde plataformas como a MultiKitchen podem se destacar, já que ajudam unidades a gerenciar até 10 marcas simultaneamente, aumentando o faturamento de quem já possui uma cozinha, como detalho neste artigo sobre gestão centralizada;
  • Busca por treinamentos e capacitação das equipes, assunto que aprofundo também neste passo a passo para treinar equipes de operações delivery.

Além disso, entra em cena a necessidade de adaptação às regras e padrões do novo aplicativo, desde a apresentação dos pratos até a logística de embalagem e entrega. Esse movimento desafia negócios de todos os portes, mas também traz chances reais de expansão, principalmente quando se aproveita o modelo de licenciamento e centralização operacional que já faz diferença em cozinhas de todo o país. No blog da MultiKitchen, costumo escrever dicas para quem busca aumentar o faturamento do delivery com marcas licenciadas.

O que aprendi acompanhando o setor

Observando os últimos anos, percebo que as mudanças no segmento de entregas costumam ser rápidas, mas seus impactos permanecem por muito tempo nos bastidores dos restaurantes e cozinhas. O Zé Delivery não sai na frente à toa; mantém o olhar atento, analisa, testa e escolhe cuidadosamente os próximos passos, sem pressa para se lançar ao desconhecido. Essa postura controlada pode fazer diferença quando a disputa esquentar de fato.

Modelos de delivery eficientes, com apoio operacional e gestão unificada, serão a espinha dorsal de quem quiser surfar a próxima onda de crescimento. Tanto é que temas como tendências do delivery e novas formas de negócio estão entre os assuntos mais procurados por operadores e empreendedores.

Conclusão

O Zé Delivery ainda não fechou questão sobre quando e como entrará para valer no segmento de delivery de refeições. Por ora, segue como protagonista nas bebidas, testando e pesquisando antes de investir pesado em um mercado marcado por grandes movimentos e concorrência aguerrida.

Se você tem interesse em operar várias marcas de alimentação usando apenas uma cozinha e sem aumentar custos, recomendo conhecer mais sobre a MultiKitchen. Nossa plataforma apoia quem deseja crescer no delivery com centralização, rentabilidade e suporte especializado. Experimente nosso modelo ou leia mais conteúdos no blog para se antecipar às mudanças desse mercado em transformação.

Perguntas frequentes

O que é o Zé Delivery?

Zé Delivery é um aplicativo criado pela Ambev em 2016 para entregas rápidas de bebidas geladas, snacks e conveniência. Em 2024, fechou com 5,6 milhões de usuários mensais ativos e 66 milhões de pedidos no Brasil.

Como funciona a entrega de refeições no Zé Delivery?

Até o momento, o Zé Delivery não oferece serviço ativo de entrega de refeições prontas de restaurantes. Em 2025, fez um teste em parceria com outra empresa, mas a experiência foi encerrada rapidamente. A decisão sobre atuar de forma definitiva nesse segmento ainda está em análise, e novidades podem surgir após o terceiro trimestre de 2025.

Zé Delivery vai concorrer com o iFood?

A intenção da Ambev é, sim, disputar espaço diretamente no delivery de refeições com os principais aplicativos do país. No entanto, a empresa ainda não começou a operar nesse setor de forma oficial, aguardando o momento ideal enquanto observa a movimentação de investimentos e concorrentes no mercado.

Vale a pena pedir comida pelo Zé Delivery?

Por ora, o Zé Delivery segue focado em bebidas, snacks e conveniência. Ainda não há operações de entrega de refeições ativas para avaliação. Os consumidores que já utilizam o app elogiam a agilidade e o serviço em bebidas, mas a experiência em comida será possível de avaliar apenas quando o serviço for lançado oficialmente.

Quanto custa o delivery de comida no Zé Delivery?

Não há informações disponíveis sobre preços ou taxas de frete para entrega de refeições, já que o serviço ainda não foi implementado. Com a decisão final prevista apenas para o terceiro trimestre de 2025, detalhes sobre valores serão conhecidos apenas quando e caso o Zé Delivery comece a operar no segmento de alimentos.

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Sobre o Autor

Multikitchen

Gabriel é um profissional apaixonado pelo universo da alimentação e tecnologia, com vasta experiência em criação de soluções digitais para o setor de food service. Ele se dedica a estudar tendências de delivery, negócios inovadores e modelos de licenciamento que ajudam operadores de cozinha a rentabilizar seus espaços. Gabriel gosta de compartilhar conhecimento sobre gestão eficiente, transformação digital e a evolução do mercado gastronômico no Brasil.

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